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“A nova história do Brasil” é contada no Café com Política da Unimed/RS

Publicado em: 27 de Agosto de 2010
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“Existe um esquema tão repetido para contar a história de alguns países, que basta misturar chavões, mudar datas, nomes de nações colonizadas, potências opressoras, e pronto. Você já pode passar em qualquer prova de história na escola e, no bar, dar uma de especialista em todas as nações da América do Sul, África e Ásia.” É com este parágrafo que se começa a leitura do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, livro de Leandro Narloch, que foi palestrante do Café da Manhã com Política da Unimed/RS do dia 20 de agosto, promovido pela Federação Unimed /RS e coordenado pelo Gestor das Relações Político-Institucionais da Unimed/RS e presidente da Unimed Erechim, Dr. Alcides Mandelli Stumpf. E foi esse, também, o tom da sua fala aos participantes do evento com a palestra intitulada “A nova história do Brasil”. Com revelações do tipo “quem mais matou índios foram os índios”, “Zumbi tinha escravos” e “a origem da feijoada é europeia”, o jornalista e escritor descortinou a história do país verde-amarelo de uma forma que não é ensinada nas salas de aula e que os livros não contam. “Passei quatro anos colecionando e estudando tudo aquilo que fosse incômodo e que irritasse, que fosse contra os discursos de “vitimologia” que andam por aí”, conta Narloch. Para ele, nas últimas duas décadas, uma nova história surgiu nas universidades brasileiras. A nova geração é menos polarizada que os estudiosos da época da ditadura militar e se importa menos com o uso ideológico de suas conclusões. Surgiram assim fatos e episódios muito mais curiosos e complexos do que as velhas cartilhas escolares supunham. “Os novos estudos mostram que é errado reduzir o passado a um jogo de mocinhos e vilões. E que podemos nos reconciliar com a história do Brasil”, defende o jornalista. Leandro Narloch nasceu em Curitiba. Estudou jornalismo na Universidade Federal do Paraná e em 2002 se mudou para São Paulo. Foi repórter de cidades do Jornal da Tarde, editor das revistas Aventuras na História e Superinteressante. Entre 2006 e 2009, assinou artigos opinativos para a Folha de S. Paulo e revista Veja. Trabalhou como repórter de ciência e história da Veja até o fim de 2009, quando passou a se dedicar à carreira de escritor. Seu primeiro lançamento é o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, que figura na lista dos livros mais vendidos do país desde o início de 2010.
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Bona Garcia alerta para a necessidade de saber escolher bons candidatos nas próximas eleições

Publicado em: 21 de Julho de 2010
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Ao fazer uma análise sobre o atual momento político brasileiro e as eleições de 2010, o juiz aposentado do Tribunal de Justiça Militar, João Carlos Bona Garcia, afirmou na sexta-feira, 16, no Café da Manhã com Política da Unimed/RS, que com qualquer candidato ganhando as eleições, seja Dilma, Serra ou Marina, o Brasil avançará com uma economia extremamente positiva em que a população terá mais renda e usufruirá mais dos benefícios disto. Ainda, falou que os três são comprometidos, íntegros e engajados com as demandas sociais. Na mesma condição ele colocou os candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul Yeda Crusius, Tarso Genro e José Fogaça. Bona Garcia também falou sobre o filme "Em teu nome", baseado em sua vida. O evento foi coordenado pelo Gestor das Relações Político-Institucionais da Unimed/RS e presidente da Unimed Erechim, Dr. Alcides Mandelli Stumpf, e contou com grande número de médicos e convidados. A apresentação do palestrante foi feita pelo presidente da Unimed/RS, Dr. Nilson Luiz May, que definiu a película como um filme que narra, sobretudo, o amor longevo de João Carlos e a esposa Célia, com quem compartilhou os padecimentos da perseguição da ditadura militar brasileira. Durante cerca de uma hora, o palestrante fez um relato de 10 anos de sua vivência como resistente ao regime militar, pegando em armas, sendo preso, torturado, humilhado e escorraçado do seu país. Bona Garcia foi otimista com o futuro do Brasil e com os próprios brasileiros. Entretanto, fez uma ressalva, afirmando que é preciso saber escolher bons candidatos nas próximas eleições. Ele também fez um apelo para que os novos dirigentes do país e dos estados deixem de lado a ideia de que os fatos positivos começaram em suas administrações lembrando que o Brasil ingressou na trajetória do crescimento, desenvolvimento e modernização após a ditadura militar. Destacou o processo de redemocratização do país, que iniciou com a eleição de Collor de Mello, e a modernização do aparato institucional com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a contenção da inflação e a criação e fortalecimento do real implementados no Governo Fernando Henrique Cardoso. Sobre Lula, Bona Garcia elogiou os investimentos em programas sociais como o Bolsa Família e manutenção da política econômica de FHC. Sobre o futuro do RS, previu que “o Estado vai crescer economicamente, especialmente nos setores industrial e do agrobusiness, principalmente alavancado pelas demandas do mercado da China”, frisou. Criticou o vazio ideológico que se vive hoje em dia no mundo inteiro, a falta de valores humanos. Para ele, um valor que jamais se pode abandonar é a importância da democracia para assegurar a liberdade, direitos e deveres dos cidadãos. Sobre a sua história, que virou filme do diretor Paulo Nascimento, Bona Garcia contou que o roteiro foi feito em cindo dias. Relatou passagens de sua vida, o ingresso no movimento estudantil e em pequenos e radicais partidos, sua participação em planos frustrados de sequestros, as torturas e o exílio. Segundo ele, foi para que jamais se volte a aqueles tempos de repressão e de falta de liberdade. Em tom muito emocionado, com a voz embargada e lágrimas vertendo dos olhos encerrou: "Vou morrer gritando por liberdade".
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