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O historiador e jornalista Sérgio da Costa Franco compartilhou dúvidas e reflexões políticas com médicos, imprensa e convidados do “Café da Manhã com Política” na sexta-feira, 15 de setembro, na sede da Unimed/RS em Porto Alegre. O evento foi coordenado pelo Dr. Alcides Mandelli Stumpf, presidente da Unimed Erechim e coordenador do Conselho de Apoio às Ações Institucionais, com o apoio da Unimed/RS, presidida pelo Dr. Nilson Luiz May. Para Costa Franco, o país vive um momento histórico importante e grave, carregado de repercussões no futuro, que leva, obrigatoriamente, a uma reflexão profunda. Lembrando que há uma espécie de consenso em torno da necessidade de reforma política, o historiador observa que os erros políticos não são exclusividade do atual período, embora a atual campanha eleitoral esteja marcada pelo desinteresse e desencanto. Na visão do jornalista, os problemas da política nacional existem desde a primeira República e a Constituição de 1988 perpetuou alguns defeitos. Sobre os rumos da reforma política, ele acredita que há muito o que debater, a começar pela fidelidade partidária. Segundo o coordenador do evento, Dr.Alcides Mandelli Stumpf, embora seja impossível separar a atividade política de interesses econômicos, atualmente a democracia só funciona “lubrificada por verbas”, refletindo a deficiência da sociedade onde a supremacia do dinheiro está inserida sobre a ética e a moral. Definindo-se como um atual partidário do parlamentarismo, que já foi defensor do presidencialismo, Costa Franco acha que está muito claro que só o sistema parlamentarista pode evitar a “compra de parlamentares” para que o Executivo possa obter maioria para governar. “Os vícios e erros do presidencialismo são tão graves que não há como defender esse sistema, mesmo que um plebiscito nacional tenha consagrado o modelo”. De nada adianta, entretanto, um sistema parlamentarista se persistir o atual modelo político com deformações tão marcantes. Federalista por ideologia, o historiador condena o atual centralismo que atropela estados e municípios, transformado-os em entes federativos em eterna inadimplência. “Do jeito que está, só a União cresce”, lamentou. Ao encerrar, Costa Franco reforçou que não é um cientista político mas um homem debruçado sobre a realidade brasileira desde 1949 quando, aos 21 anos, iniciou a carreira de historiador e jornalista.
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