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Presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa falou sobre situação atual

Publicado em: 24 de Agosto de 2006
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Palestrante afirmou que o sistema de saúde do RS é responsável por 6,5% do PIB estadual

A Unimed Erechim, através de sua diretoria de Educação, promoveu, na noite da última terça-feira, 22, uma palestra com o presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do RS, Dr. Pedro Westphalen, direcionada aos médicos cooperados. O palestrante, que também é vice-presidente da Federação dos Hospitais do Rio Grande do Sul e Diretor Administrativo da Confederação Nacional de Saúde, instituição de terceiro grau do sistema Federativo de hospitais, fez uma abordagem sobre a atual situação da saúde no Brasil, no RS e as principais políticas públicas da saúde, bem como as lutas pontuais do setor. O encontro, realizado no Espaço Vida, foi coordenado pelo diretor de Educação da Unimed Erechim, Dr. Luiz Felipe Leães, e contou com o apoio do presidente Dr. Alcides Mandelli Stumpf.
O Dr. Pedro Westphalen, que recebeu o Prêmio Destaque Médico AMRIGS 2005 é um profundo conhecedor do setor da saúde e um defensor do cooperativismo. Segundo ele, existem, no Brasil, 130 mil instituições públicas e privadas responsáveis por 2 milhões e 700 mil empregos diretos e 10 milhões de empregos indiretos. O setor representa 6,5% do PIB nacional.
Já no Rio Grande do Sul, segundo dados apresentados pelo palestrante, existem 5,5 mil instituições de saúde e 385 hospitais, sendo que destes, 262 são hospitais sem fins lucrativos, 9 públicos federais, 4 públicos estaduais e 35 municipais. A Unimed conta com quatro hospitais no Estado. Ainda dentro destas instituições de saúde, existem 850 laboratórios de análises e patologia clínica responsáveis por 87 mil empregos diretos e 200 mil empregos indiretos. De acordo com os números, representam, igualmente, 6,5% do PIB estadual.
O palestrante ainda apresentou o total de valores que o sistema de saúde gaúcho gira anualmente: SUS: 1,7 bilhões/ano, Sistema Unimed: 1,2 bilhões/ano, IPE-Saúde: 540 milhões/ano, Medicina de Grupo: 420 milhões/ano, Auto-gestão: 380 milhões/ano e através de Seguradoras: 180 milhões/ano. Segundo ele, o sistema de saúde no Estado é responsável pela circulação de R$ 4,42 bilhões/ano.
Entre as principais ações voltadas às políticas públicas da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do RS, Dr. Pedro Westphalen, citou o elo entre prestadores de serviços, sendo que a próxima etapa será a integração dos financiadores/prestadores; a transformação estrutural do IPERGS; a formação da Frente Parlamentar da Saúde – RS e o incentivo às Frentes Parlamentares de Saúde Municipais; a dinamização da Comissão passando a atuar de forma propositiva, deliberativa, promovendo mais de 20 interiorizações, realização de reuniões semanais com entidades médicas, hospitalares e laboratoriais.
Sobre a caminhada que existe pela frente, o presidente da comissão abordou lutas pontuais a serem travadas a fim de viabilizar uma melhor saúde para a população do Estado. Entre estas estão a instituição de um orçamento estadual da saúde; verificação de desvios dos recursos da CPMF para “Fome Zero”; defesa dos hospitais filantrópicos; movimento contra “Contratualização Médica” pelos hospitais; defesa da CPMF; cumprimento Lei Federal nº 9294 (“Fumo Zero”); defesa dos Hospitais Psiquiátricos, os reajustes dos valores do IPERGS, a greve dos médicos de Porto Alegre; a defesa dos médicos aposentados. Segundo a inserção do deputado, o Sistema Unimed na saúde pública também é uma das lutas pontuais da Comissão.

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Médica fala sobre as doenças causadas pelo tabagismo

Publicado em: 23 de Agosto de 2006
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Oncologista Adriana Elisa Wilk citou o câncer e as doenças
cardiovasculares e respiratórias como as mais freqüentes

A oncologista, Dra. Adriana Elisa Wilk, foi a palestrante do encontro promovido na última quinta-feira, 17 de agosto, no Espaço Vida, promovido pela Unimed Erechim dentro do seu Programa de Medicina Preventiva. O tema da palestra foi “Os malefícios do tabagismo”. Durante sua explanação, a especialista falou sobre os fatores que influenciam o hábito de fumar, entre eles a curiosidade e auto-afirmação, as doenças relacionadas ao uso de cigarro, o tabagismo passivo, a atuação preventiva e os benefícios em parar de fumar.
Segundo a médica, estudos evidenciam que o consumo de tabaco causa diversas doenças, principalmente cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias obstrutivas crônicas. Além disso, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil e ainda pode causar impotência sexual nos homens, complicações na gravidez, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e trombose vascular.
Conforme explicou, a fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas como a nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. O alcatrão é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas, formado a partir da combustão dos derivados do tabaco. O monóxido de carbono tem afinidade com a hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos do sangue, que transportam oxigênio para todos os órgãos do corpo. A ligação destas duas substâncias forma o composto chamado carboxihemoglobina, que dificulta a oxigenação do sangue, privando alguns órgãos do oxigênio e causando doenças como a aterosclerose. Já a nicotina é considerada pela Organização Mundial da Saúde uma droga psicoativa que causa dependência. Ela age no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega em apenas 7 segundos ao cérebro - 2 a 4 segundos mais rápido que a cocaína.
A oncologista também falou sobre o tabagismo passivo, caracterizado pela inalação da fumaça de derivados do tabaco por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados. A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados denominada poluição tabagística ambiental e, segundo a Organização Mundial de Saúde, é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool. O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.
As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco de 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão, 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica, infarto e enfisema pulmonar e 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral. Conforme a Dra. Adriana, os dados apresentados comprovam a necessidade da atuação preventiva de forma coerente deixando de fumar ou não fumando na presença de outras pessoas em ambientes fechados. Ela finalizou sua palestra chamando a atenção para a importância do desenvolvimento de ações que levem informações sobre os males causados pelo consumo de derivados do tabaco.

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