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Convidado para participar do evento que aconteceu no dia 16 de abril em Porto Alegre, coordenado pelo Gestor das Relações Político Institucionais da Unimed/RS e presidente da Unimed Erechim Dr. Alcides Mandelli Stumpf e promovido pela Federação Unimed/RS, o ex-secretário da Fazenda do Estado e economista Aod Cunha apresentou a conjuctura econômica e as perspectivas para 2010. Segundo Aod, a crise de 2008 foi uma crise típica de fim de ciclo de crescimento acelerado. A crise de crédito foi apenas uma manifestação aguda de um dos sintomas do fim daquele ciclo de crescimento. Como todo término abrupto de fim de ciclo de crescimento acelerado, os impactos de curto prazo são mais agudos do que os impactos de longo prazo. A rápida coordenação do maior pacote fiscal e monetário já visto na histórica econômica mundial gerou uma recuperação mais rápida e forte no curto prazo (2009) e as bolsas mundiais responderam a isto. Referindo-se ao cenário de curto e de longo prazo para o Brasil, afirmou que no curto prazo (2010) o crescimento igual ou superior a 5% é “favas contadas”. Já no longo prazo (a partir de 2011) a confirmação do atual nível de expectativas de mercado (de um crescimento sustentando na casa de 5% a.a) dependerá de quatro fatores críticos, dois no front externo e dois no front externo: crescimento, demografia, ondas de consumo e ondas de investimento. Questionado sobre sua participação no governo de Yeda Crusius nos dois primeiros anos de mandato, o economista evita comentar pontualmente ações do goveno que integrou. Porém, afirma que é difícil mover as “coisas” da maneira como se gostaria, referindo-se aos obstáculos que encontrou para a introdução de medidas. Para o economista, a palavra-chave para a redescoberta do potencial gaúcho precisa ser a educação. Ele sugere que o caminho para o Estado é fazer bem uma ou duas coisas, porque o melhor caminho para não fazer nada é querer fazer tudo ao mesmo tempo.
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